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Empresas mais reclamadas em março revelam falhas recorrentes no mercado

As empresas mais reclamadas em março no consumidor.gov.br mostram concentração em bancos, fintechs e telecomunicações. Problemas com crédito, cobrança e endividamento lideram as queixas. O padrão se repete no acumulado de 2026, indicando falhas estruturais nas relações de consumo

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As empresas mais reclamadas em março no consumidor.gov.br mostram concentração em bancos, fintechs e telecomunicações. Problemas com crédito, cobrança e endividamento lideram as queixas. O padrão se repete no acumulado de 2026, indicando falhas estruturais nas relações de consumo

 



Resumo 

  • O consumidor.gov.br registrou 307.811 reclamações em março de 2026
  • Serasa, Nubank e grandes bancos lideram entre as empresas mais reclamadas em março
  • Problemas com cartão de crédito, empréstimos e score concentram a maior parte das queixas
  • Mais de 292 mil reclamações foram respondidas, com taxa de resposta acima de 95%
  • Empresas como Hurb e Girafa.com.br não responderam nenhuma demanda
  • Em 2026, o volume já chega a 892.417 reclamações até março, indicando repetição do padrão

 



 

Uma cobrança desconhecida, um valor que não bate ou uma dívida que cresce sem explicação clara. É a partir desse tipo de situação que milhares de consumidores recorrem, todos os dias, ao consumidor.gov.br — e os dados de março ajudam a entender onde estão os maiores problemas.

No mês, foram registradas 307.811 reclamações, um volume que revela não apenas a intensidade dos conflitos, mas também a concentração em determinados setores. O ranking das empresas mais reclamadas em março mostra que bancos, fintechs e operadoras seguem no centro dessas queixas.

Um ranking que se repete e revela mais do que volume

Entre as empresas mais reclamadas em março, aparecem nomes que já se tornaram frequentes nas estatísticas do consumidor.

A lista é liderada por Serasa Experian (21.873 reclamações) e Nubank (17.886), seguidas por Banco do Brasil (11.078), Santander (10.408) e Bradesco (8.807).

Na sequência, entram operadoras e plataformas digitais, como Vivo (8.499), Caixa Econômica Federal (7.302), Will Bank (6.599), Mercado Livre (5.963) e TIM (5.178).

O ranking segue com empresas ligadas a crédito e cobrança, como Recovery (5.005), Itaú (4.823), Claro (4.349), Mercado Pago (4.320) e Ativos S.A (4.312).

A repetição desses nomes indica que os problemas não são pontuais. Eles se concentram justamente nos serviços mais utilizados pelo consumidor.

Quando o problema envolve dinheiro, o impacto é direto

Os dados mostram que o principal ponto de conflito continua sendo financeiro.

Entre os temas mais reclamados em março estão cartão de crédito (58.322 casos) e empréstimos e crédito pessoal (37.854). Também aparecem com força questões relacionadas ao CPF e score de crédito (14.522), além de crédito consignado e cartão consignado.

Esse conjunto de reclamações indica que o consumidor enfrenta dificuldades para compreender cobranças, acompanhar dívidas e negociar valores.

Na prática, o problema costuma ser percebido quando já impacta diretamente o orçamento.

O volume de resposta cresce, mas o conflito permanece

Mesmo com alto volume de reclamações, as empresas mantêm presença ativa na plataforma.

Em março, 292.500 demandas foram respondidas, o que representa uma taxa de 95,02%.

Esse dado mostra que o consumidor.gov.br funciona como canal de contato. No entanto, o próprio volume de reclamações indica que os problemas continuam ocorrendo.

Isso acontece porque grande parte dos conflitos envolve cobrança, renegociação e contratos — áreas em que a solução nem sempre é simples.


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Quem responde — e quem não responde

Outro ponto relevante é o comportamento das empresas diante das reclamações.

Enquanto algumas apresentam alto índice de resposta, outras sequer retornam ao consumidor.

Casos como Hurb, Girafa.com.br e Pássaro Marron aparecem com 0% de resposta, evidenciando que a presença no consumidor.gov não garante atendimento efetivo.

Esse contraste é um indicador importante para o consumidor ao avaliar com quais empresas se relaciona.

Quando março deixa de ser um recorte isolado

O ranking das empresas mais reclamadas em março ganha ainda mais relevância quando comparado ao restante do ano.

Entre janeiro e março de 2026, o consumidor.gov.br já registrou 892.417 reclamações.

O padrão se mantém: Serasa Experian (63.902) e Nubank (52.114) seguem na liderança, acompanhadas por grandes bancos e operadoras.

A repetição dos dados indica que os problemas não são pontuais, mas fazem parte da dinâmica das relações de consumo.

Os dados mostram que o consumidor está cada vez mais inserido em serviços financeiros e digitais — e, ao mesmo tempo, mais exposto a falhas.

Por outro lado, também está mais ativo, utilizando canais oficiais para registrar suas reclamações.

Esse movimento amplia a visibilidade dos problemas e pressiona empresas a responder.

Principais conflitos

O ranking das empresas mais reclamadas em março mostra onde estão os principais conflitos enfrentados pelo consumidor — e o acumulado de 2026 confirma que esse cenário se repete.

Crédito, cobrança e serviços essenciais seguem no centro das reclamações, exigindo atenção redobrada.

Entender esse movimento é essencial para evitar prejuízos e tomar decisões mais seguras nas relações de consumo.

Texto: Angela Crespo

Imagem: Freepik