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Free flow ganha “extrato” na CNH do Brasil para mostrar pedágios pendentes

A consulta do free flow pela CNH do Brasil cria um ponto único para o motorista localizar as passagens e identificar cobranças pendentes. A mudança ataca uma das principais dificuldades surgidas com o pedágio sem cancela: descobrir, depois da viagem, qual concessionária deve receber o pagamento. O aplicativo centraliza a informação, mas a quitação continua nos canais das empresas responsáveis

Free flow ganha “extrato” na CNH do Brasil para mostrar pedágios pendentes
Resumo editorial Ler resumo Clique para ler os principais pontos do artigo A CNH do Brasil passou a concentrar as passagens registradas nos sistemas free flow integrados. O motorista poderá consultar data da passagem, concessionária responsável e situação da tarifa.
  • A novidade funciona, na prática, como um “extrato” dos pedágios eletrônicos associados ao veículo.
  • O pagamento não é feito pela CNH do Brasil. O aplicativo direciona o usuário para o canal da concessionária.No lançamento, 14 concessionárias estavam integradas e em operação.
  • A tarifa deve ser paga, pela regra normal, em até 30 dias após o processamento da passagem.
  • Quem possui tag ativa continua com a cobrança automática.
  • A consulta centralizada pode reduzir a necessidade de procurar diferentes sites e aplicativos para descobrir se existe pedágio em aberto.

Passou por um pedágio free flow e não sabe se ficou alguma conta para pagar? Desde esta segunda-feira, 24 de agosto, o motorista ganhou um lugar único para começar essa consulta.
O aplicativo CNH do Brasil passou a reunir as passagens registradas nos sistemas de pedágio eletrônico integrados às bases nacionais de trânsito. Na tela, o usuário poderá conferir a data da passagem, identificar a concessionária responsável e verificar a situação da tarifa. Se houver cobrança em aberto, será possível acessar o canal indicado para o pagamento.
É uma espécie de extrato do free flow.
A comparação ajuda a entender a mudança. Até agora, quem não utiliza tag podia terminar uma viagem tendo de descobrir quais concessionárias administravam os trechos percorridos, entrar nos respectivos sites ou aplicativos e procurar pela placa do veículo.
A CNH do Brasil passa a concentrar essa primeira etapa.

O extrato mostra a cobrança, mas não recebe o pagamento

Há uma diferença importante. O aplicativo governamental não cobra o pedágio. Ele mostra a passagem e direciona o motorista ao canal disponibilizado pela concessionária responsável. Portanto, ainda não existe um caixa único do free flow. O que existe agora é um ponto central de consulta.
Para quem trafega por rodovias administradas por empresas diferentes, isso elimina uma dificuldade que o próprio governo identificou durante a expansão do pedágio sem cancela: informações espalhadas por sistemas distintos.
O Ministério dos Transportes reconhece que apareceram problemas ligados ao acesso às informações, à identificação de tarifas pendentes e aos diferentes canais de pagamento.
Essa é provavelmente a principal razão pela qual chamar a nova funcionalidade de “extrato” ajuda a traduzir o que muda para o consumidor.

Quais informações o motorista poderá consultar?

A ferramenta reúne as passagens associadas aos veículos do usuário que estejam registradas nos sistemas integrados.
Será possível verificar:

• quando ocorreu a passagem;
• qual concessionária fez o registro;
• a situação da tarifa;
• se existe pagamento pendente;
• qual canal oficial deve ser usado para pagar.

Segundo o Ministério dos Transportes, 14 concessionárias estavam homologadas e integradas ao sistema no lançamento da funcionalidade. A integração não fica limitada às rodovias federais. A plataforma pode receber informações de sistemas free flow de rodovias e vias de outras esferas, desde que estejam integrados às bases nacionais de trânsito.

Passei pelo free flow. Quando devo consultar?

Para quem não tem tag, vale incorporar uma nova rotina depois de usar uma rodovia com pedágio eletrônico: consultar as passagens registradas.
Pela regra ordinária, a tarifa deve ser paga em até 30 dias depois do processamento da passagem. Isso significa que cruzar um pórtico sem cancela não equivale a passar por um trecho gratuito. O sistema identifica o veículo pela placa ou por dispositivo eletrônico, como a tag, e a concessionária processa a cobrança.
Quem utiliza tag e mantém o serviço ativo continua com o débito feito pelo meio automático contratado. Quem não utiliza precisa providenciar o pagamento.

Quem tem tag também pode consultar?

Pode. Para esse motorista, o extrato funciona mais como conferência. Vale observar se as passagens reconhecidas aparecem corretamente e se a cobrança automática foi processada.
Também é recomendável verificar de tempos em tempos se a tag está ativa e se o cartão ou outro meio de pagamento vinculado continua válido. Uma falha no pagamento automático pode transformar uma tarifa aparentemente resolvida em pendência.

O aplicativo vai avisar cada vez que houver pedágio?

A informação oficial divulgada no lançamento confirma a consulta das passagens e da situação das tarifas, mas não estabelece, como regra geral, que o motorista receberá obrigatoriamente uma notificação automática no celular sempre que passar por um pórtico. Por isso, especialmente para quem não usa tag, não é recomendável depender de um eventual aviso.
Depois de viajar por uma rodovia com free flow, entre no aplicativo e confira.

Por que essa centralização faz diferença?

O pedágio tradicional praticamente não permite esquecer que existe uma cobrança: há praça, cabine ou cancela no caminho. O free flow retirou tudo isso. A vantagem é não precisar parar. A desvantagem é que a relação com o pagamento passou a acontecer muitas vezes depois da viagem.
E é nessa mudança que surgiu uma nova responsabilidade para o consumidor: lembrar que passou pelo pedágio e descobrir onde pagar.
A ANTT afirma que a nova funcionalidade amplia o acesso do usuário às informações sobre as cobranças e acompanha a expansão do pedágio eletrônico nas rodovias concedidas.

O “extrato” reduz uma parte dessa procura. Ainda não paga a conta pelo motorista, mas finalmente mostra onde ela está.

Depois de passar por um free flow

• Consulte a CNH do Brasil.
• Confira se a passagem pertence realmente ao seu veículo.
• Veja qual concessionária fez a cobrança.
• Sem tag, verifique se existe tarifa pendente.
• Use apenas o canal oficial indicado para pagar.
• Com tag, confirme se o débito automático ocorreu normalmente.
• Guarde comprovantes caso tenha qualquer problema com a cobrança.