Informação para o dia a dia do consumidor

CONTEÚDO GERADO PELO USUÁRIO: cuidados, uso e benefícios no seu dia a dia

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Um casal de costas um para o outro, olhando o celular

Conteúdo gerado pelo usuário está nas suas postagens. Veja o que é UGC, quando sua publicação vira conteúdo, quem pode usar, como ganhar benefícios (até dinheiro) e os cuidados jurídicos para postar com segurança



Resumo 

  • Conteúdo gerado pelo usuário: o que você posta (foto, vídeo, review) pode influenciar a compra de outras pessoas.

  • Quando vira conteúdo: quando informa de verdade (fatos, contexto, evidências) e pode ser usado por marcas/plataformas.

  • Quem pode usar: marcas costumam repostar; para campanhas, peça termo de autorização (onde, por quanto tempo, com crédito e, se couber, pagamento).

  • O que você ganha: visibilidade, cupons, brindes/permuta e até dinheiro se virar creator; sempre sinalize #publi quando houver benefício.

  • Riscos jurídicos: difamação/danos morais (exagero ou mentira), uso indevido de imagem, violação de direitos autorais e publicidade encoberta.

  • Como postar com segurança: relate fatos, mostre provas, marque a marca, respeite a privacidade, não copie conteúdo de terceiros e mantenha transparência.

  • Se usarem seu post sem autorização: peça remoção por DM/SAC; se não resolver, acione consumidor.gov.br/Procon e avalie Juizado Especial Cível.

 



 

Difícil encontrar um consumidor que, antes de uma compra no mundo virtual, não dê uma olhada nos comentários de outro consumidor sobre aquele produto, serviço, atendimento da marca, etc. E, muitos, ainda, buscam nas redes sociais por comentários que podem ajudá-lo em comprar bem. Esses comentários recebem o norme de UGC (User Generated Content), que em português significa conteúdo gerado pelo usuário.

Neste texto, explicamos o que é UGC, quando sua postagem vira conteúdo, quem pode usar esse conteúdo e quem pode criar, como aproveitar as oportunidades (inclusive ganhar benefícios, até dinheiro) sem cair em riscos jurídicos. Tudo do ponto de vista de quem compra e posta.

O conteúdo gerado pelo usuário (UGC) pode ser qualquer foto, vídeo, avaliação ou comentário publicado sobre produtos e serviços. Ele vira conteúdo quando passa a informar outras pessoas ou ser usado por marcas e plataformas como referência de experiência real. Exemplos: foto do prato em um restaurante, vídeo de unboxing, relato no Google/Maps, nota em marketplace, stories mostrando o uso de um produto.

Marcar a empresa (@marca) e usar hashtags (#) oficiais ajudam a publicação ser encontrada. “A força do UGC está na autenticidade; consumidor confia em consumidor mais do que em propaganda”, diz a especialista em marketing Kelfany Budel, a entrevistada do Consumo em Pauta.

Mas nem todo comentário é UGC útil. Para virar conteúdo, vale descrever fatos (o que funcionou, o que falhou), contexto (modelo, tamanho, prazo, garantia) e, se possível, evidências (foto, vídeo, nota fiscal).

Postar no seu perfil costuma transmitir independência maior do que apenas comentar na página da empresa. E lembre-se: se houver qualquer benefício (produto enviado, cupom, pagamento), sinalize que é publicidade (#publi, #parceria).

Kelfany Budel, especialista em marketing, tem cabelos pretos e veste blusa azul com blaser preto
“A força do UGC está na autenticidade; consumidor confia em consumidor mais do que em propaganda”, Kelfany Budel

Quem pode usar esse conteúdo — e em quais condições

Em redes sociais, repostar seus stories marcando a marca é prática comum. Ainda assim, se for a empresa que respostar, ela tem de pedir autorização, sobretudo para campanhas (feed, anúncios, site, e-mail). “Se a marca quiser usar sua foto ou vídeo comercialmente, peça termo de autorização: onde será publicado, por quanto tempo, com crédito e, se couber, remuneração”, orienta Budel.

Se for um terceiro (outras páginas, perfis), estes não devem copiar sua foto/vídeo sem permissão. Saiba que pessoas identificáveis nas imagens também têm direito de imagem, portanto, evite expor quem não autorizou.

Por fim, plataformas têm termos de uso. Ou seja, publicar não dá carta branca para qualquer uso, especialmente fora da plataforma e com finalidade comercial. Assim, se não quiser que a marca utilize seu conteúdo, escreva nos DMs/SAC pedindo remoção se for publicado sem sua autorização. Persistindo, use os recursos de denúncia da rede.

O que você pode ganhar com conteúdo gerado pelo usuário

O primeiro ganho é influência útil: você ajuda outros consumidores a decidir. Além disso, marcas podem repostar sua publicação, oferecer cupons, brindes ou permuta (produto em troca de conteúdo) e, em alguns casos, pagar cachê. “Muita gente começa no espontâneo e é contratada depois que a marca enxerga qualidade e consistência”, explica Budel.

Dicas para ser notado:

  • Publique experiências reais (prós e contras) com informação prática.
  • Marque a marca e use hashtags de campanha.
  • Construa uma linha editorial pessoal (ex.: “testo panelas e fornos”; “analiso mochilas e malas”).
  • Mostre evidências (fotos do uso, vídeo do defeito, medidas, prazos).
  • Se houver benefício/pagamento, sinalize (#publi). Isso protege você e o leitor.

Conteúdo gerado pelo usuário não exige fama: microcriadores com 200, 2 mil ou 20 mil seguidores podem fechar trabalhos se o conteúdo for claro, honesto e útil.

Riscos e limites jurídicos (o que pode dar problema)

Publicar é fácil; responder pelo que publica é essencial:

  • Honra e reputação: acusar empresa de fraude/crime sem prova pode gerar difamação e danos morais. Faça crítica objetiva: relate fatos verificáveis (atraso de 10 dias; peça trocada; suporte não respondeu).
  • Direitos autorais/imagem: não use fotos de terceiros sem permissão; cuidado ao expor pessoas identificáveis; não copie textos alheios.
  • Publicidade encoberta: recebeu produto, desconto ou pagamento? Informe (#publi). Omitir pode ser prática desleal.
  • Manipulação de reviews: publicar experiência falsa para favorecer/prejudicar marca pode ensejar responsabilização civil.
    “Liberdade de expressão existe, mas não é absoluta; exagero e ofensa abrem risco jurídico e não valem a dor de cabeça”, reforça Budel.
  • Alerta rápido: guarde comprovantes (nota, protocolos, prints), descreva fatos, evite xingamentos, e priorize evidências.

O Consumo em Pauta já falou sobre temas parecidos 

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Como publicar com segurança e tirar o melhor do UGC

Pense que você está explicando para um amigo. Faça um checklist antes de postar conteúdo:

  • Verdade: consigo provar? Tenho fotos/vídeos?
  • Clareza: informei modelo, tamanho, condições, preço/garantia quando for relevante?
  • Transparência: recebi algo? sinalizei #publi?
  • Privacidade: alguém aparece na imagem? Tem autorização?
  • Direitos: a foto/vídeo é meu?
  • Tom: critique o fato, não a pessoa.

Qualidade vale mais que volume. Postagens com prós e contras, linguagem simples e foto real tendem a engajar e ajudar quem está comprando. Conteúdo bem-feito gerado pelo usuário melhora o mercado: pressiona empresas a corrigir falhas e destaca quem entrega valor.

Orientações práticas

  • Teve problema real? Fale com a empresa e anote protocolos.
  • Não resolveu? Procure ajuda jurídica.
  • Uso indevido de imagem/conteúdo? Peça retirada por escrito (DM/e-mail).
  • Sofreu ofensa por postar review? Guarde prints e procure orientação jurídica.

Na Mega Brasil

Para saber detalhes sobre leilão de imóvel, acesse a Rádio Mega Brasil Online nesta segunda (29/09), às 17 horas. Reapresentações de terça a sexta, no mesmo horário. No sábado e domingo, às 14 horas. A entrevista com a especialista em marketing Kelfany Budel pode ser acessada e baixada após entrar no ar pelo canal da Mega Brasil.

 

Texto: Angela Crespo

Imagens: Divulgação/Freepik

 

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