ENERGIA ELÉTRICA
Medidores poderão ser trocados

 

A forma pela qual a energia elétrica é medida nas residências pode estar com os dias contados. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda obrigar as operadoras de todo o País a substituir os aparelhos analógicos por digitais.
Denominados de medidor inteligente, o equipamento digital possibilita controle eficiente do consumo e das perdas de energia e a adoção de tarifas diferenciadas durante o dia, além do desligamento a distância (em caso de inadimplência). Será possível também medir a tensão do fornecimento de energia ativa* e reativa** consumidas e registrar o número e o tempo das interrupções para cálculo dos indicadores de qualidade (DIC e FIC***)
Pelo lado do consumidor, com o medidor inteligente, ele visualizará o seu consumo e terá informações sobre a continuidade do fornecimento e sobre a tarifa por horário de consumo, a exemplo do que já ocorre na telefonia.
 
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A Aneel estuda também a substituição de 63 milhões de medidores de baixa tensão**** das residências de todo o País.

Serviço essencial
Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), o sistema fere a Lei de Concessão de Serviços Públicos e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que considera o fornecimento de energia elétrica um serviço essencial, portanto, tem de ser prestado com qualidade, eficiência e continuidade. O Idec encaminhou solicitação à Aneel para que o sistema de medidores inteligentes seja restrito, uma vez que possibilita a desconexão automática, sem prévio aviso ao consumidor, o que o coloca em situação de vulnerabilidade.
Caso seja implantado o novo sistema, o custo dos medidores inteligentes, conforme o Idec, não podem ser repassados aos consumidores.
 
Entenda

(*) Energia ativa produz trabalho, que é diretamente percebido pelo funcionamento de aparelhos.
(**) A energia reativa, apesar de não produzir trabalho, é necessária ao funcionamento de alguns equipamentos como lâmpadas fluorescentes, motores de geladeira, ar condicionado, computadores e transformadores. Como os dois tipos de energia (ativa e reativa) trafegam nas redes elétricas, quanto menor for a quantidade de energia reativa consumida, maior a capacidade de trânsito de energia ativa. A relação entre essas duas formas de energia é dada pelo fator de potência, que mostra o grau de eficiência da utilização das redes. Quanto maior o fator de potência (que varia de 0 a 1), mais eficiente é o equipamento ou instalação elétrica.
(***) Indicadores de continuidade individuais (por unidade consumidora) cujo descumprimento gera direito à compensação ao consumidor de acordo com normas estabelecidas pelo Módulo 8 dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional (Prodist), previsto na Resolução Normativa nº. 395/2009. O DIC (Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora) indica quanto tempo o consumidor ficou sem energia. O FIC (Frequência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora) indica quantas vezes o fornecimento de energia foi interrompido.
(****) O grupo B (baixa tensão) é caracterizado por unidades consumidoras atendidas em tensão inferior a 2,3 kV, com tarifa monômia (aplicável apenas ao consumo). As unidades consumidoras são classificadas em classes e subclasses pela distribuidora de acordo com a atividade nela exercida. O consumidor do tipo B1 é o residencial. O consumidor rural é chamado de B2, enquanto estabelecimentos comerciais ou industriais de pequeno porte são classificados como B3. A iluminação pública é enquadrada no subgrupo B4. 
 
Fontes: Aneel e Idec
 
 


2/2/2011  

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