NO RÁDIO: Empresas conectam interessados em empréstimo online

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Diretor da FinanZero, Cadu Guidi, explica todo o processo de empréstimo online e dá dicas de segurança para não se cair em golpes

O empréstimo online está cada vez mais acessível. Várias fintechs, que nada mais são do que marketplace, estão atuando no Brasil com suporte financeiro estrangeiro. Elas fazem a intermediação entre bancos e o interessado pelo dinheiro inclusive pelo celular.

Cadu Guidi, diretor de marketing da FinanZero, explica como é o processo para se conseguir empréstimo online via estas startups, as taxas cobradas pelos bancos ou financeiras e, inclusive, os cuidados para não se cair em golpes, visto que o mundo virtual agrega também muitos espertalhões que se aproveitam da boa-fé e da inexperiência do tomador de crédito para tirar vantagens. Guidi é o entrevistado da jornalista Angela Crespo no programa Consumo em Pauta na Rádio Mega Brasil Online.

A FinanZero é uma fintech que opera desde 2015 como correspondente bancário online para negociar empréstimos online com as instituições financeiras. Ela nasceu do apoio de dois grupos experientes de investidores suecos, a Webrock Ventures (especialista em empresas de tecnologia na Escandinávia) e a Vostok Emerging Finance (investidora em empresas de serviços financeiros em mercados emergentes). O mercado brasileiro foi escolhido devido a sua grande população, uso massivo de celulares e rede sociais, além de espaço para tecnologia e empreendedorismo.

Por meio de uma plataforma, a FinanZero conecta o interessado por crédito às instituições financeiras, que por sua vez faz uma oferta de taxas conforme o perfil do cliente. Para pessoas com dívidas em cheque especial e cartão de crédito, por exemplo, a redução no custo do empréstimo online pode chegar a 90%. Por esta plataforma é possível obter empréstimos pessoais, refinanciamento ou financiamento de veículos e caminhões e empréstimo com uso do imóvel em garantia (com taxas bem mais atrativas).

Para solicitar o crédito, o interessado precisa entrar no site da empresa, preencher um formulário, documento este que fará a integração com a instituição financeira. O banco, por sua vez, fará a análise e devolverá as informações para a FinanZero, que repassará ao interessado, informando se o crédito foi aprovado e a taxa de juros personalizada para aquele perfil de consumidor. São apresentadas até 10 propostas de diferentes instituições.

O interessado, então, opta por qual instituição vai pegar o dinheiro e, comprovando tudo o que foi preenchido no formulário – também de forma online -, terá liberado o valor. “A FinanZero não empresta dinheiro e, sim, os bancos e as financeiras. A responsabilidade é toda da instituição cedente do crédito, uma vez que quem escolhe o cliente é ela”, explica Guidi.

Para a comprovação da documentação, algumas instituições já estão solicitando selfie do consumidor e por meio de biometria faz a leitura do rosto e checa se é mesmo do CPF informado.

Segurança no empréstimo online

O nome da FinanZero já deixa claro para quem está à procura de empréstimo online que nenhuma taxa lhe será cobrada. Quem arca com os custos da transação são os bancos e as instituições financeiras. Passar esta informação para o interessado, conforme o diretor da FinanZero, é importantíssimo porque muitos golpes são aplicados no mercado.

Normalmente, os “aproveitadores” criam sites falsos utilizando o mesmo nome da FinanZero ou passam a informação de que são parceiros. Estas “falsas” empresas solicitam um depósito antecipado para conceder o empréstimo online e após receberem o valor simplesmente desaparecem, deixando na mão – e com mais dívidas – o interessado pelo dinheiro. “Precisa-se ligar um sinal de alerta no momento que se pede depósito antecipado para a aprovação do crédito. Se alguém receber este tipo de proposta deve ignorar completamente e buscar outra empresa”, destaca Guidi.

O executivo da FinanZero dá outras dicas de segurança para quem busca empréstimo online.  Uma delas é nunca clicar no link recebido. “O recomendado é copiar o endereço e colar na URL, olhar o domínio do site, verificando se tem ou não complementos (se tiver, provavelmente o site é falso). A mesma dica vale para o endereço de e-mail. Por fim, fazer busca nas mídias sociais.” O Facebook, cita o diretor de marketing, é um ótimo sinalizador sobre a empresa. Isso porque, nele é gravado todo o histórico de postagens da empresa e comentários de clientes e outras pessoas. Se o Facebook é novo, a empresa não tem histórico. Isso pode ser um indicador que merece ser observado. “Criar um site de um dia para o outro e postar ali as informações que se quer é muito fácil. Já o Facebook não permite fazer um histórico.”

A entrevista com o diretor da FinanZero vai ao ar nesta segunda (5/2), às 16 horas, na Rádio Mega Brasil Online. Reapresentações na terça, às 19 horas, e na quarta, às 9 horas.

 

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